DIVERSIDADE CULTURAL
Diversidade cultural são as diferenças culturais que existem entre as pessoas, como a linguagem, danças, vestuário e as tradições. O povo brasileiro é formado a princípio, a partir de uma miscigenação, que foi a mistura de basicamente três raças, o índio, o branco e o negro.
A cultura faz parte da totalidade de uma determinada sociedade. Essa totalidade é tudo o que configura o viver coletivo. São os costumes, os hábitos, a maneira de pensar, agir e sentir, as tradições, as técnicas utilizadas que levam ao desenvolvimento e a interação do homem com a natureza. Essa cultura muitas vezes é transmitida de geração em geração.
A escola é o espaço onde se encontra uma grande diversidade cultural. Trabalhar igualmente as diferenças não deve ser uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Pensar uma educação escolar que integre as questões étnicas raciais significa discutir a respeito das desigualdades sociais e no direito de ser diferente, buscando uma educação mais democrática.
A DIVERSIDADE CULTURAL INDÍGENA NO MUNICÍPIO DE REDENTORA
O município de Redentora está localizado na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e abrange uma parte da Reserva Indígena do Guarita. O número de habitantes deste município é cerca de 10.000, sendo que, em torno de 4.000 são indígenas que pertencem às tribos Kaingang e Guarani. Percebe-se que existe uma diversidade muito grande entre o homem branco e o índio, porém existe um convívio harmonioso entre essas raças, pois ambos respeitam-se. Na tribo de indígenas Kaingang o convívio com o branco é mais próximo, já os indígenas Guaranis, são mais reservados e preservam a sua cultura.
Existem nove escolas estaduais indígenas na reserva do Guarita, e tem professores indígenas e não indígenas que trabalham em prol da educação. Os alunos indígenas também estudam em escolas públicas localizadas na zona urbana, como por exemplo, na Escola Estadual de Educação Básica Feliciano Jorge Alberto, onde trabalho como secretária, temos alunos matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio e Curso Técnico em Contabilidade.
Os índios Guaranis têm a sua própria religião e são detentores de uma grande espiritualidade. Praticam todos os dias atos religiosos que se realizam à noite através de cânticos, rezas e danças. Este fato é muito importante para a comunidade Guarani, pois os mantêm unidos e através da religião, mantêm sua cultura. Por serem religiosos são, sobretudo, amantes da natureza, pois acreditam que “Nhanderu” (Deus) criou os homens para viverem em harmonia com o meio ambiente, do qual extraíam seu alimento, sua medicina, suas casas e sua paz.
Casa de reza dos Índios Guaranis.
A FUNASA oferece assistência médica a estas comunidades, usando medicamentos alopáticos, realizando visitas quinzenais aos locais. Cada comunidade indígena tem seu curandeiro chamado por eles de “Karaí”, com conhecimento de uso de plantas medicinais para efetuar a cura. Os Karaís cuidam da saúde física e espiritual da comunidade, porém tratam apenas de doenças por eles consideradas “doenças de índio”; um exemplo: gripe é considerada “doença de branco” e assim o karaí não pode fazer nada, sendo necessária a assistência médica disponível.
As populações Guarani contemporâneas vivem em reservas, acampamentos a beira de rodovias ou habitam ainda espaços geograficamente isolados. Suas principais atividades econômicas são a confecção e a venda de artesanato - cestaria com taquara e cipó, estátuas em madeira e colares com sementes nativas - a coleta de raízes, ervas e frutos silvestres e o plantio de suas sementes tradicionais.Produzir artesanato, para o povo Guarani é muito mais do que produzir peças a serem comercializadas ou a serem utilizadas na família. Eles são verdadeiros artistas, utilizando recursos vegetais para realizarem os seus trabalhos. Inspiram-se na natureza criando formas em seus balaios e esculpindo em madeira os animais que fazem parte do seu dia-a-dia e que fizeram parte da vida de seus ancestrais. Basicamente, utilizam-se de Bambu (Bambusa sp.) e Embira (Daphnopsis fasciculata) para confeccionar os balaios e de uma árvore chamada Leiteiro (Sapium glandulatum) para esculpir os animais. Os Guaranis têm no artesanato a sua grande fonte de realização, de paz, sendo que através deste trabalho poderão se auto-sustentar. Para os mesmos, criar peças artesanais é mais importante do que trabalhar na agricultura, caçar ou pescar.
ARTESANATO INDÍGENA GUARANI E KAINGANG
ARTESANATO INDÍGENA GUARANI E KAINGANG
Artesanato - Trabalho Coletivo – Comunidades Kaingang e Guarani
Os kaingang sempre tiveram uma estreita relação com a mata. O próprio nome Kaingang significa: Caa = mato + ingang = morador, ou seja, morador do mato.
No modo de ser e de viver do povo Guarani – o nhandereko -, se vivencia uma forte ligação com a natureza, a religiosidade, a língua, os costumes e a luta por manter sua cultura.
Link:
http://educaçaoindmissao.pol.blog.br
http://www.guarani.art.br/
http://youtu.b/sbnK9FyqFg
http://youtu.be/uNgbcMQPBAI
http://youtube.com/watch?NR=1&v=btm8Sp9zSKU
http://you.be/VOLy04zEeK8














Nenhum comentário:
Postar um comentário