A DIVERSIDADE DA CULTURA INDÍGENA

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Índios Kaingangs

Índios residentes na Reserva Indígena do Guarita - Redentora/RS


Criança indígena com brinquedo de sua cultura...


Família indígena

Menina índia tipicamente vestida.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Planos de aulas - Trabalho Final de Curso


TEMA: A Diversidade da Cultura Indígena

CRIAR BLOG

Formulário de Plano de Aula

DADOS


Escola: E. E. de Educação Básica Feliciano Jorge Alberto – Redentora – RS
Professora: Eliane Gärtner Casagrande
Duração da atividade: 1 hora-aula
[ X ] Ensino Fundamental              [ x ]  Ensino Médio                     
Conteúdos: identidade, diversidade, linguagem oral,
Disciplinas envolvidas: História, Língua Portuguesa, Geografia, Artes.

Objetivos


Objetivo Geral

·    Ensinar para o aluno como criar um blog.

Objetivos específicos:

·    Mostrar para o aluno as etapas para criar um blog (blogger) gratuito.

·    Ensinar como trabalhar com a ferramenta blog.

 Metodologia


1. Conduzir a turma á sala de informática da escola, mostrar à eles os sites que ensina como criar um blog e as etapas para a produção do mesmo.

2. Após mostrar como trabalhar no blog.         

3. Falar sobre a atividade, se gostou de trabalhar com esta ferramenta, comentar sobre o material postado e se acharam interessante.

Recursos


·    Laboratório de Informática (computador – Escola)

·    Câmera fotográfica / Celular

·    Material escolar para anotações.


Avaliação



Como critérios serão considerados os índices de envolvimento do aluno na atividade e o seu empenho e dedicação em participar das atividades.

                Bibliografia



·    Site para criar um blog : http://www.comocriarblog.com

·    Site para criar um blog:  http://www.ferramentasblog.com


OBS: Professor Luciano.
Eu não atuo em sala de aula, sou secretária de escola. Montei os planos de aula e mostrei para professor (Marcelo) que atua na área de Língua Portuguesa e Espanhola, na Escola, porque eu sabia que ele estava construindo um blog com os alunos através do meu filho que é aluno dele. Ele gostou muito dos planos e pediu cópia para trabalhar no ano que vem. Ele ainda comentou que os alunos gostam muito de trabalhar com os TICs.
 Eliane.

                                 TEMA: A Diversidade da Cultura Indígena

Formulário de Plano de Aula

DADOS


Escola: E. E. de Educação Básica Feliciano Jorge Alberto  - Redentora -RS
Professora: Eliane Gärtner Casagrande
Duração da atividade: 4 horas-aula
[ X ] Ensino Fundamental     ou         [ x ]  Ensino Médio                     
Conteúdos: identidade, diversidade, linguagem oral,
Disciplinas envolvidas: História, Língua Portuguesa, Geografia, Artes.


Objetivos


Objetivo Geral
·    Reconhecer a diversidade cultural presente na Comunidade Indígena do Guarita no município de Redentora e a importância da convivência harmoniosa frente às diferenças, visando a construção de uma postura de tolerância e respeito ao outro.

Objetivos específicos:
·    Participar de investigação sobre o tema a diversidade na comunidade.
·    Visitar a Reserva Indígena do Guarita do município para observar a diversidade desta cultura.
·    Registrar através de fotos (entrevistas, vídeos) a Diversidade Cultural Indígena (artesanato, comida típicas  enfim o modo de vida da comunidade indígena kaingang e guarani).
·    Postar as fotos (vídeos, entrevistas) no seu blog.
·    Observar as produções, identificando e analisando a diversidade cultural da comunidade indígena, relacionando tais especificidades à riqueza de valores e experiências que tamanha heterogeneidade pode favorecer ao grupo.



 Metodologia


1. Colocar a classe disposta em um círculo, em que todos possam se ver.  O professor falará sobre o livro “Mirradinho”, utilizando-se de uma alusão ao personagem Mirradinho, que era menosprezado pelos outros, por ser árvore de pequeno porte. O Livro “A terra dos meninos pelados”, que conta a história de um menino que era diferente dos outros. Questionar se na realidade isso ocorre, se alguma vez se sentiram depreciados por alguma característica que possuam. Apresentar e instigar a leitura do Livro Artesanato Indígena que fala da cultura Kaingang e Guarani da nossa região. Neste sentido, a conversa se conduzirá a conclusões que evidenciem a importância da convivência na diversidade enquanto meio de socialização de conhecimentos, valores, culturas e outras características que possam compor a riqueza de um povo.
2. Após a investigação, será combinado com os alunos uma visita a Reserva Indígena do Guarita de Redentora, para conhecerem a cultura da comunidade indígena e registrar com fotos (vídeos, entrevistas).
3. Postar as fotos (material), juntamente com uma descrição dos mesmos no seu blog.
4. Comentar sobre o material postado.
5. Reunir os alunos novamente em círculo, para que possam falar sobre a atividade, se acharam interessante trabalhar com a ferramenta blog, se gostaram do passeio e se acharam relevante conhecer mais sobre a cultura indígena do município de Redentora – RS. Questionar, pedir sugestões de outras atividades que envolvam o uso dos TICs na escola, para ter uma aprendizagem mais envolvente, significativa e que esteja de acordo com a realidade de cada turma.


Recursos


·    Laboratório de Informática (computador – Escola)
·    Câmera fotográfica / Celular
·    Livro “A terra dos meninos pelados”
·    Livro “Mirradinho”
·    Livro Artesanato Indígena Kaingang e Guarani

Avaliação


Como critérios serão considerados os índices de envolvimento do aluno na atividade, criatividade, seu empenho em participar das atividades de expressão oral e suas atitudes de reconhecimento da importância da diversidade em sala de aula através da produção de seus materiais.


Bibliografia


BALLIVIÁN, José M. Palazuelos Artesanato Kaingang e Guarani: Territórios Indígenas – Região Sul – 1ª Ed. – São Leopoldo: Oikos, 2011.

LIPMAN, Mathew. O Pensar na Educação. Tradução de Ann Mary Fighiera Pérpetuo. Petrópolis: Vozes, 1995.

SILVA, C. C. e SILVA, N. R. Mirradinho. São Paulo: Editora do Brasil, 1995.

RAMOS, Graciliano, A terra dos meninos pelados, Rio de Janeiro: Editora Record, 1999.

SOUZA, Irene Sales de. Trabalhando como preconceito e a discriminação na escola: Relato de uma experiência. In: Pedagogia Cidadã – Cadernos de FormaçãoFundamentos Sociológicos e Antropológicos da Educação. São Paulo.  Unesp, Pró Reitoria de Graduação, 2003.





Texto Deficiente

Deficiente

Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou um apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer seus tostões no fim do mês.
Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico” é aquele que não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético” é quem não consegue ser doce.
Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois “Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.

“A amizade é um amor que nunca morre”.
(Mário Quintana)



domingo, 13 de novembro de 2011

Pratos Típicos da Cultura Kaingang de Redentora -RS


PRATOS TÍPICOS DA CULTURA KAINGANG

Entrevista com o Professor Miguel Ribeiro da Escola Estadual Indígena Geraldino Mineiro
Setor Mato Queimado – Redentora – RS

Nome na língua Kaingang – Pronúncia em português – Descrição do prato
Fuva – Fuá - (erva moura, arbusto de cor verde encontrado na lavoura ).
Kumî – Kumin - (feito com os brotos da mandioca brava, cor verde).
Pisé – Piché - (feito de milho torrado e socado). Pode ser consumido de diversas maneiras, com leite, feijão, carne, açúcar. È uma espécie de farofa.
Fyj – Fain - (espécie de arbusto, parecido com a planta do abacaxi ou caraguatá, com espinhos em suas folhas, tira os espinhos e cozinha com sal e banha). Depois de preparado fica parecido com macarrão.
Farofa – Farofa - (feito com farinha de milho molhada e torrada).
Regró – Feijoada - (feito com feijão, carne de porco, ...). Parecido com feijoada.
Kajika Mre Porko Nî – Canjica com carne de porco – (feito com milho e carne de porco).
Estes foram alguns pratos típicos que conhecemos da cultura kaingang, existem muitos outros segundo o professor Miguel.





Veja o vídeo:  http:/http://www.youtube.com/watch?v=-MtkXXXgf4w



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A DIVERSIDADE DA CULTURA INDÍGENA


DIVERSIDADE CULTURAL

Diversidade cultural são as diferenças culturais que existem entre as pessoas, como a linguagem, danças, vestuário e as tradições. O povo brasileiro é formado a princípio, a partir de uma miscigenação, que foi a mistura de basicamente três raças, o índio, o branco e o negro.
A cultura faz parte da totalidade de uma determinada sociedade. Essa totalidade é tudo o que configura o viver coletivo. São os costumes, os hábitos, a maneira de pensar, agir e sentir, as tradições, as técnicas utilizadas que levam ao desenvolvimento e a interação do homem com a natureza. Essa cultura muitas vezes é transmitida de geração em geração.
A escola é o espaço onde se encontra uma grande diversidade cultural. Trabalhar igualmente as diferenças não deve ser uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Pensar uma educação escolar que integre as questões étnicas raciais significa discutir a respeito das desigualdades sociais e no direito de ser diferente, buscando uma educação mais democrática.







A DIVERSIDADE CULTURAL  INDÍGENA NO MUNICÍPIO DE REDENTORA

O município de Redentora está localizado na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e abrange uma parte da Reserva Indígena do Guarita. O número de habitantes deste município é cerca de 10.000, sendo que, em torno de 4.000 são indígenas que pertencem às tribos Kaingang e Guarani. Percebe-se que existe uma diversidade muito grande entre o homem branco e o índio, porém existe um convívio harmonioso entre essas raças, pois ambos respeitam-se. Na tribo de indígenas Kaingang o convívio com o branco é mais próximo, já os indígenas Guaranis, são mais reservados e preservam a sua cultura.
Existem nove escolas estaduais indígenas na reserva do Guarita, e tem professores indígenas e não indígenas que trabalham em prol da educação. Os alunos indígenas também estudam em escolas públicas localizadas na zona urbana, como por exemplo, na Escola Estadual de Educação Básica Feliciano Jorge Alberto, onde trabalho como secretária, temos alunos matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio e Curso Técnico em Contabilidade.
Os índios Guaranis têm a sua própria religião e são detentores de uma grande espiritualidade. Praticam todos os dias atos religiosos que se realizam à noite através de cânticos, rezas e danças. Este fato é muito importante para a comunidade Guarani, pois os mantêm unidos e através da religião, mantêm sua cultura. Por serem religiosos são, sobretudo, amantes da natureza, pois acreditam que “Nhanderu” (Deus) criou os homens para viverem em harmonia com o meio ambiente, do qual extraíam seu alimento, sua medicina, suas casas e sua paz.
Casa de reza dos Índios Guaranis.

A FUNASA oferece assistência médica a estas comunidades, usando medicamentos alopáticos, realizando visitas quinzenais aos locais. Cada comunidade indígena tem seu curandeiro chamado por eles de “Karaí”, com conhecimento de uso de plantas medicinais para efetuar a cura. Os Karaís cuidam da saúde física e espiritual da comunidade, porém tratam apenas de doenças por eles consideradas “doenças de índio”; um exemplo: gripe é considerada “doença de branco” e assim o karaí não pode fazer nada, sendo necessária a assistência médica disponível.


As populações Guarani contemporâneas vivem em reservas, acampamentos a beira de rodovias ou habitam ainda espaços geograficamente isolados. Suas principais atividades econômicas são a confecção e a venda de artesanato - cestaria com taquara e cipó, estátuas em madeira e colares com sementes nativas - a coleta de raízes, ervas e frutos silvestres e o plantio de suas sementes tradicionais.Produzir artesanato, para o povo Guarani é muito mais do que produzir peças a serem comercializadas ou a serem utilizadas na família. Eles são verdadeiros artistas, utilizando recursos vegetais para realizarem os seus trabalhos. Inspiram-se na natureza criando formas em seus balaios e esculpindo em madeira os animais que fazem parte do seu dia-a-dia e que fizeram parte da vida de seus ancestrais. Basicamente, utilizam-se de Bambu (Bambusa sp.) e Embira (Daphnopsis fasciculata) para confeccionar os balaios e de uma árvore chamada Leiteiro (Sapium glandulatum) para esculpir os animais. Os Guaranis têm no artesanato a sua grande fonte de realização, de paz, sendo que através deste trabalho poderão se auto-sustentar. Para os mesmos, criar peças artesanais é mais importante do que trabalhar na agricultura, caçar ou pescar.

ARTESANATO INDÍGENA GUARANI E KAINGANG




     Artesanato - Trabalho Coletivo – Comunidades Kaingang e Guarani
 As famílias indígenas trabalham unidas na elaboração do artesanato. As crianças desde pequenas, acompanham seus pais e avós no trabalho diariamente. È nessa convivência que aprendem valores, habilidades, costumes e relações que devem construir no seu dia-a-dia na comunidade. Desde pequenos já se inicia a prática de ajuda mútua em favor do coletivo.



Os kaingang sempre tiveram uma estreita relação com a mata. O próprio nome Kaingang significa: Caa = mato + ingang = morador, ou seja, morador do mato.
No modo de ser e de viver do povo Guarani – o nhandereko -, se vivencia uma forte ligação com a natureza, a religiosidade, a língua, os costumes e a luta por manter sua cultura.
 Obter conhecimento, aprender e vivenciá-lo, são interdependentes, e andam de mãos dadas. Não é possível aprender realmente sem vivenciar. (texto do livro Artesanato Kaingang e Guarani: Territórios Indígenas - região Sul /, 1ª Edição - São Leopoldo: Oikos 2011, p. 202).


Link:
 Museu do Índio – FUNAI: http://www.museudoindio.org.br/
                  www.portalkaingang.org
                  http://educaçaoindmissao.pol.blog.br
                 http://www.guarani.art.br/
                 http://youtu.b/sbnK9FyqFg
                 http://youtu.be/uNgbcMQPBAI
                 http://youtube.com/watch?NR=1&v=btm8Sp9zSKU
                 http://you.be/VOLy04zEeK8